Benefícios Fiscais

MAIS DE 2M€ DE CRÉDITO FISCAL obtido a clientes

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A aposta na eficiência fiscal é um dos principais objetivos da FORGESP, viabilizando o aproveitamento de oportunidades no âmbito dos Benefícios Fiscais, tendo presente que o Estado Português incentiva – essencialmente – o investimento em equipamentos e outros ativos fixos, a contratação de recursos humanos e a realização de atividades de I&D (Investigação e Desenvolvimento).

O Estado incentivaEquipamentos e outros ativos fixosContratação de recursos humanosAtividades de I&D

RFAIRegime Fiscal de Apoio ao Investimento Vigente

Crédito de IRC sobre os investimentos realizados, a deduzir ao montante de IRC (coleta) a pagar.

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Regiões “a”30%das aplicações relevantes até 15.000.000 €; 10% sobre o excedente.
Regiões “c”10%das aplicações relevantes.
Limite da dedução50% da coletaAté ao total da coleta em empresas em início de atividade e nos dois períodos seguintes.
Reporte10 períodosdo saldo por insuficiência de coleta.
DeclaraçãoModelo 22Regra geral, até ao final do 5.º mês seguinte ao fim do exercício (31 de maio no ano civil).

Benefícios municipais: é possível isenção ou redução de IMI (até 10 anos), IMT e Imposto do Selo, dependente de reconhecimento/deliberação municipal e dos limites regionais de auxílios de Estado.

Atividades abrangidas

Abrange essencialmente as seguintes atividades:

Indústrias ExtrativasIndústrias TransformadorasAlojamento / Restauração / TurismoCinema / VídeoInformática (Consultoria, Programação, Processamento de Dados, Domiciliação de informação, Portais Web)Atividades de I&DServiços de apoio

Condições de acesso

  • Efetuar investimentos relevantes que proporcionem a criação de postos de trabalho (criação líquida de emprego com contrato sem termo face à média dos 12 meses sem precedentes) e a sua permanência até ao final do período mínimo de manutenção dos bens objeto de investimento;
  • Manter os investimentos na empresa e na região durante um período mínimo de três anos (PME) ou cinco anos (não PME) ou, quando inferior, durante o respetivo período mínimo de vida útil;
  • Contabilidade organizada, lucro não determinado por métodos indiretos e situação fiscal e contributiva regularizada (sem dívidas perante a Segurança Social e a Autoridade Tributária);
  • Não ser considerada empresa em dificuldade;
  • Os investimentos têm de estar relacionados com: criação de novo estabelecimento; aumento da capacidade produtiva; alteração fundamental do processo de produção; ou diversificação da produção.

Despesas aceites

  • Investimentos em Ativos Fixos Tangíveis (equipamentos, instalações), adquiridos em estado novo e afetos à exploração;
  • Intangíveis (despesas com transferência de tecnologia, nomeadamente através da aquisição de direitos de patentes, licenças, «know-how» ou conhecimentos técnicos não protegidos por patente);
  • Custos salariais com a criação de postos de trabalho com habilitações de nível 7 ou 8 do QNQ.

Despesas não aceites

  • Terrenos (salvo no caso de se destinar a indústrias extrativas e similares);
  • Construção, aquisição, reparação e ampliação de quaisquer edifícios, salvo se forem instalações fabris ou afetos a atividades turísticas, de produção de audiovisual ou administrativas;
  • Viaturas ligeiras de passageiros ou mistas;
  • Mobiliário e artigos de conforto ou decoração, salvo equipamento hoteleiro para exploração turística;
  • Equipamentos sociais e outros bens de investimento que não estejam afetos à exploração da empresa.

Cumulação: não é cumulável com benefícios fiscais da mesma natureza, incluindo os de natureza contratual, relativamente às mesmas aplicações relevantes, e está sujeita aos limites de auxílios regionais. · Base legal: Código Fiscal do Investimento (CFI), artigos 22.º a 26.º.

BFCIPBenefícios Fiscais Contratuais ao Investimento Produtivo Vigente · concessão até 31/12/2027

Regime contratual para projetos de investimento inicial de dimensão relevante, com negociação e contrato entre o promotor e o Estado.

+ INFO
Crédito de imposto10% a 25%10% + majorações (até ao máximo de 25%), que dependem da localização, do n.º de postos de trabalho e da relevância excecional.
Investimento mínimo2 M€Aplicações relevantes de montante igual ou superior a 2.000.000 €.
DuraçãoAté 10 anosDedução até 10 anos a contar da data de conclusão do projeto.
Contribuição própria≥ 25%dos custos elegíveis, sem apoio público.
CandidaturaAntes do início A candidatura precede o início do investimento. Concessão prevista até 31/12/2027.

Atenção ao calendário: a candidatura tem de ser feita antes do início do investimento; o início antecipado do projeto pode destruir o efeito de incentivo. Os benefícios municipais (IMI/IMT) carecem de aceitação do município.

Benefícios

  • Dedução à coleta de IRC de 10% + majorações (até ao máximo de 25%) dos investimentos a realizar;
  • Limite de dedução: pode-se deduzir até (ao maior dos valores) 25% do benefício fiscal total ou 50% do imposto (podendo-se deduzir até 100% do imposto no caso de empresas novas);
  • Isenção ou redução de IMI durante a vigência do contrato, quando aceite pelo município;
  • Isenção ou redução de IMT e isenção de Imposto do Selo nos atos e aquisições necessários ao projeto.

Condições de acesso

  • Investimentos de valor igual ou superior a 2.000.000 € relevantes para a economia nacional;
  • Candidatura antes do início do investimento (investimentos a realizar nos anos seguintes);
  • Viabilidade técnica, económica e financeira; criação ou manutenção de emprego; relevância estratégica, regional, tecnológica, ambiental ou competitiva;
  • Inexistência de dívidas perante a Segurança Social e a AT e empresa não considerada em dificuldade.

Despesas aceites

  • Ativos Tangíveis (equipamentos, instalações, …) e Intangíveis (aquisição de patentes, licenças, «know-how» …) associados a investimento inicial.

Despesas não aceites

  • Não é elegível o investimento em bens em 2.ª mão, terrenos, ligeiros de passageiros ou mistas, bens não afetos à atividade operacional, mobiliário, equipamento social, …

Perda do benefício em caso de incumprimento das obrigações contratuais e de manutenção. · Base legal: Código Fiscal do Investimento (CFI), artigos 2.º a 21.º.

SIFIDE IIIncentivos Fiscais em I&D Empresarial Despesas até 31/12/2026 · Candidatura até 31/05/2027

Promove a Investigação & Desenvolvimento (I&D) empresarial, através de um crédito fiscal correspondente a uma percentagem das despesas associadas a projetos de I&D.

+ INFO
Dedução até82,5%das despesas com I&D (taxa base + taxa incremental).
Taxa base32,5%das despesas de I&D do período.
Taxa incremental50%do acréscimo face à média simples dos 2 exercícios anteriores, até 1.500.000 €.
Reporte12 períodosDedução até 100% da coleta de IRC, com reporte para os 12 períodos seguintes.
Candidatura31/05/2027Até ao final do 5.º mês do ano seguinte (despesas de 2026). As despesas contam até 31/12/2026.

Prazos: abrange as despesas realizadas até 31/12/2026 (períodos iniciados entre 01/01/2014 e 31/12/2026); a candidatura relativa às despesas de 2026 pode ser submetida até 31/05/2027. O Decreto-Lei n.º 170/2026, de 21 de agosto, revogou a aplicação indireta através de fundos para novas situações e introduziu regras de não dupla utilização de despesas financiadas. PME com menos de dois exercícios e sem taxa incremental: majoração de 15 p.p. à taxa base.

Condições de acesso

  • Sujeitos passivos de IRC residentes (ou com estabelecimento estável) que exerçam, a título principal, uma atividade de natureza agrícola, industrial, comercial ou de serviços;
  • Situação regularizada perante a Segurança Social e a Autoridade Tributária;
  • Candidatura até ao final do quinto mês do ano seguinte ao do exercício a que as despesas dizem respeito (31 de maio de 2027 para as despesas de 2026);
  • Ter atividades inovadoras (projetos de I&D), com separação contabilística e documentação técnica do projeto;
  • Não cumulável, relativamente às mesmas despesas, com benefícios fiscais da mesma natureza, incluindo os de natureza contratual.

Despesas aceites

  • Gastos com pessoal afeto a atividades de I&D;
  • Despesas de funcionamento;
  • Contratação de atividades de I&D;
  • Aquisições de ativos fixos (equipamentos, software, etc.) utilizados para I&D;
  • Aquisição, registo e manutenção de patentes;
  • Auditorias à I&D;
  • Outras despesas inerentes a atividades de I&D;
  • Despesas do SI I&D – valor do investimento deduzido dos subsídios.

Despesas não aceites

  • Gastos não afetos a atividades de I&D;
  • Montantes comparticipados a fundo perdido.

Base legal: Código Fiscal do Investimento (CFI), artigos 35.º a 42.º; Decreto-Lei n.º 170/2026, de 21 de agosto.

ICEIncentivo à Capitalização das Empresas Vigente

Dedução ao lucro tributável (resultado sujeito a imposto) calculada sobre os aumentos líquidos de capitais próprios elegíveis.

+ INFO
Taxa da deduçãoEuribor 12M + 2 p.p.Média da Euribor a 12 meses do período de tributação, acrescida de 2 pontos percentuais.
Base de cálculo7 períodosAumentos líquidos do próprio exercício e dos seis períodos anteriores.
Limite anual4 M€ ou 30% do EBITDAO que for maior (EBITDA fiscal).
Reporte do excesso5 períodosDa parte que exceder o limite de 30% do EBITDA fiscal.
DeclaraçãoModelo 22Regra geral, até ao final do 5.º mês seguinte ao fim do exercício (31 de maio no ano civil).

Aumentos líquidos elegíveis

  • Entradas realizadas em dinheiro (constituição ou aumento do capital);
  • Conversão de créditos em capital;
  • Prémios de emissão de participações sociais;
  • Lucros contabilísticos do ano quando sejam aplicados em resultados transitados, reservas ou aumento do capital.

Apenas aumentos líquidos de períodos iniciados em ou após 01/01/2023.

Condições de acesso

  • Incentivo ao reforço dos capitais próprios das sociedades;
  • Atividade principal comercial, industrial ou agrícola; contabilidade organizada; métodos diretos;
  • Inexistência de dívidas perante a Segurança Social e a AT;
  • Os aumentos líquidos apuram-se deduzindo reduções de capital, partilhas e distribuições de reservas ou resultados transitados;
  • Regras antiabuso para financiamentos circulares, relações especiais e aportes de jurisdições sem troca de informação; entidades financeiras e seguradoras sujeitas a supervisão estão excluídas.

Base legal: Estatuto dos Benefícios Fiscais (EBF), artigo 43.º-D.

IFVSIncentivo Fiscal à Valorização Salarial Vigente

Majora fiscalmente os encargos [remuneração fixa + TSU] associados aos aumentos salariais de trabalhadores com contrato de trabalho por tempo indeterminado.

+ INFO
Majoração em 2026200%Os encargos elegíveis são considerados em 200% do respetivo montante para determinação do lucro tributável.
Aumento mínimo4,6%da retribuição base anual média da empresa.
Limite por trabalhador5 × RMMGMontante máximo anual dos encargos majoráveis.
DeclaraçãoModelo 22Regra geral, até ao final do 5.º mês seguinte ao fim do exercício (31 de maio no ano civil).

Encargos e trabalhadores abrangidos

  • Retribuição base e contribuições patronais para a Segurança Social associadas ao trabalhador;
  • Trabalhadores com contrato sem termo abrangidos por IRCT celebrado ou atualizado há menos de três anos.

Benefícios adicionais

Possibilidade de atribuição de prémios até 6% da remuneração base anual, com isenção de IRS e contribuições para a Segurança Social (nas condições legais aplicáveis).

Condições de acesso

  • Aumento da retribuição base anual média da empresa de, pelo menos, 4,6%;
  • Aumento de, pelo menos, 4,6% para os trabalhadores com retribuição base anual igual ou inferior à média da empresa no final do ano anterior;
  • O leque salarial (diferença entre os 10% mais bem pagos e os 10% menos bem pagos) não pode aumentar face ao ano anterior;
  • Situação regularizada perante a Autoridade Tributária e a Segurança Social.

Não são elegíveis

  • Membros de órgãos sociais;
  • Trabalhadores com participação direta ou indireta de pelo menos 50% no capital, incluindo familiares, e elementos do agregado familiar da entidade patronal;
  • Encargos que resultem apenas da atualização da RMMG.

Apuramento anual, com mapa de cálculo por trabalhador, IRCT aplicável e reconciliação com a contabilidade e a Segurança Social. · Base legal: EBF, artigo 19.º-B; Lei n.º 73-A/2025, de 30 de dezembro.

IEIInstalação de Empresas no Interior Vigente

Incentivo à instalação de PME e Small Mid Cap que exerçam diretamente e a título principal atividade agrícola, comercial, industrial ou de serviços em territórios do interior do país.

+ INFO
Taxa de IRC12,5%sobre os primeiros 50.000 € de matéria coletável.
Criação de emprego120%Encargos com a criação líquida de postos de trabalho considerados em 120% para determinação do lucro tributável (majoração de 20%).
DeclaraçãoModelo 22Regra geral, até ao final do 5.º mês seguinte ao fim do exercício (31 de maio no ano civil).

Postos de trabalho elegíveis

  • Postos de trabalho sem termo de trabalhadores residentes fiscalmente em território do interior;
  • Criação líquida medida pela diferença entre a média mensal do exercício e a do exercício anterior.

Condições de acesso

  • Localização em zona do interior de Portugal (definida em portaria autónoma);
  • Atividade e direção efetiva na área beneficiária; ausência de salários em atraso; empresa não resultante de cisão nos dois anos anteriores;
  • Não ter dívidas perante a Segurança Social e a Autoridade Tributária;
  • Sujeição às regras de auxílios de minimis.

Verificar sempre a freguesia/concelho na portaria territorial em vigor e o limiar de minimis disponível. · Base legal: EBF, artigo 41.º-B.

OutrosOutros Benefícios Fiscais Vigentes

Regimes dependentes da operação concreta e do perfil da empresa — peça-nos o enquadramento.

+ INFO
Lojas com históriaBenefícios fiscais contratuais ao investimento produtivoReinvestimento de mais-valiasPatent BoxMecenatoIsenção ou redução de IMI, IMT, Imposto do SeloDeduções no âmbito de parcerias de títulos de impacto socialIncentivos fiscais à atividade silvícolaIncentivos fiscais à produção audiovisualReabilitação urbanaReorganização de empresas em resultado de operações de reestruturação ou de acordos de cooperaçãoIncentivos à recapitalização das empresasIncentivo fiscal à aquisição de participações sociais pelos trabalhadoresStartups e Programa SementeIncentivo à negociação em mercado regulamentadoBenefícios ambientais e de mobilidadeZona Franca da MadeiraTransportesCooperativas e entidades específicas

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Regimes encerrados Apenas referência histórica

Já não são incentivos abertos a novos investimentos ou a novos lucros.

+ INFO
CFEI II – Crédito Fiscal Extraordinário ao Investimento II
  • Medida extraordinária ligada a despesas de investimento elegíveis dos períodos de 2020/2021, com eventual reporte do crédito. Em 2026 não é um incentivo aberto a novos investimentos.
  • Dedução à coleta de IRC, no montante de 20%, das despesas de investimento elegíveis até ao limite de 70% dessa coleta.
  • O montante máximo acumulado das despesas de investimento elegíveis é de 5.000.000 € por sujeito passivo.
  • Não é cumulável com outros benefícios da mesma natureza (dedução à coleta) relativamente às mesmas despesas de investimento elegível.
  • A dedução à coleta de IRC é feita em 2020 ou 2021, em função das datas relevantes dos investimentos elegíveis, e até aos 5 anos subsequentes, em caso de ausência ou insuficiência de coleta.
  • Os ativos elegíveis devem ser detidos e contabilizados por um período mínimo de 5 anos ou, se inferior, pela vida útil mínima fiscal; as entidades beneficiárias não podem cessar contratos de trabalho durante 3 anos ao abrigo das modalidades de despedimento coletivo ou de extinção do posto de trabalho.
  • Despesas aceites: ativos fixos tangíveis novos afetos à exploração e ativos intangíveis sujeitos a deperecimento. Não aceites: edifícios (salvo afetos a atividades produtivas ou administrativas), viaturas ligeiras de passageiros ou mistas, mobiliário e artigos de conforto ou decoração, equipamentos sociais e bens não afetos à exploração, ativos de concessões/PPP e intangíveis adquiridos a entidades relacionadas.
DLRR – Dedução por Lucros Retidos e Reinvestidos

Revogada com efeitos a partir de 1 de janeiro de 2023. Mantém-se apenas para lucros de 2022 e obrigações/reinvestimentos pendentes de períodos anteriores. Não é um benefício disponível para novos lucros.

Informação sujeita a enquadramento, limites de auxílios de Estado, cumulação e verificação anual da lei. Situação verificada em 22/10/2026.